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Mostrando postagens de março, 2023

"VIAGEM SOLITÁRIA", de João W. Nery

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  “Viagem solitária: a trajetória pioneira de um transexual em busca de reconhecimento e liberdade”, de João W. Nery. Rio de Janeiro:  Leya, 2019. Autobiografia com tonalidades de romance, “Viagem solitária” apresenta a jornada do autor desde a infância nos anos 1950 até a idade madura. Se hoje a transição de gênero é uma árdua jornada, é possível imaginar o quão sozinho João Nery esteve ao se reconhecer homem em meados do século passado.  Acompanhamos seu despertar afetivo na adolescência, quando ainda era designado como mulher, e como se deu a identificação com o gênero masculino e os processos para a redesignação sexual - suas dificuldades e percalços. Percorremos com ele os estudos universitários, o trabalho e a vida civil como homem - seu casamento e a adoção de um filho. Tudo permeado por reflexões e relatos de sua militância LGBTQIAP+. O livro foi lançado em 2011 sob as expensas do próprio Nery e republicado, em nova edição, um ano depois de sua morte. Capítulos fo...

LOUISE BOURGEOIS - Referências estéticas

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Louise Bourgeois (foto: internet) Seguimos a falar sobre cada uma das parcerias criativas e as referências que tomamos. A segunda parceira com projeto já definido é RENATA MATTEONI e sua proposta foi baseada em uma série de trabalhos da artista plástica francesa  LOUISE BOURGEOIS (1911-2010). A própria biografia de Louise é uma inspiração para o nosso projeto, a começar pela relação com o pai: ele queria um menino. A decepção pelo nascimento de uma filha era constantemente mencionada em comentários e brincadeiras maldosas, algumas delas relembradas por Louise até o final da vida. A relação conflituosa com o pai  nunca foi superada, tanto que a artista ressignificou diversos dos traumas em sua obra.  A mãe, artista talentosa, ensinava a menina as artes do fio. Encarregava-a de tecer ou restaurar os pés e as pernas das figuras, dada a sua estatura de criança. A relação entre as duas era carregada de afeto, mas foi interrompida pela morte quando Louise era ainda uma menina. ...

PARTILHA DE PROCESSO 1

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  Trazemos hoje uma pequena amostra da primeira provocação artística, feita por Karina Nakahara Propomos a ressignificação de vestuário como dispositivo de processos internos de reconhecimento e apropriação de vivências maternas de transição de gênero. Narrativas inspiradas por artistas e recriadas por mulheres que se dedicam às Artes-Manuais como produção de si e de mundos. Bordar o transicionamento de gênero em nosso projeto é traduzir, em uma prática ancestral tida como feminina, o processo vivido pelas diversas mães-trans entrevistadas e pesquisadas. Que possamos trazer visibilidade e sensibilidade á causa. Adélia Nicolete