MADALENA SANTOS REINBOLT - Bordado em talagarça
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| Madalena Santos Reinbolt |
“MADALENA SANTOS REINBOLT: uma cabeça cheia de planetas” - Bordado sobre talagarça - Exposição no MASP (Museu de Arte de São Paulo) - de 25/22/2022 a 26/02/2023
Na postagem de hoje falo sobre uma artista do bordado que, certamente, inspira o projeto Manto da transição: narrativas escritas e bordadas por uma mãe-trans: Madalena Santos Reinbolt (Vitória da Conquista, BA, 1919 – Rio de Janeiro, RJ, 1977).
Seus “quadros de lã”, como ela mesma nomeava, inspiram a liberdade no uso dos suportes, dos materiais e da técnica.
Pelos relatos (poucos) acerca de seus procedimentos criativos no bordado, arrisco-me a relacioná-los aos de Arthur Bispo do Rosário (Sergipe, 1909 - Rio de Janeiro, 1989) no que tange ao empirismo, à cobertura do espaço, à sobreposição de camadas têxteis, entre outros aspectos.
“Embora tenha trabalhado também em pintura, a artista é reconhecida por seus complexos bordados construídos com centenas de vibrantes linhas de cores — os chamados “quadros de lã”. Neles, Reinbolt representou a vida cotidiana no campo e na cidade, repleta de personagens negros: encontros, festas, celebrações, religiosidades, refeições coletivas.”
“Santos Reinbolt cresceu em uma pequena fazenda com sua família, onde teve seus primeiros contatos com o bordado, a tecelagem, a cerâmica e a pintura ainda na infância. Em 1949, no início da vida adulta, Santos Reinbolt chegou a Petrópolis, onde trabalhou na fazenda Samambaia, residência da arquiteta Lota Macedo Soares (1910-1967) e de sua companheira, a escritora estadunidense Elizabeth Bishop (1911-1979).”
“Embora conectada desde muito cedo ao exercício criativo, foi somente nos anos 1950 que a artista passou a se dedicar à produção de pinturas, traçando figuras sintéticas com pinceladas expressivas e utilizando suportes frágeis, como papel ou palha, indicando a importância da materialidade em sua produção.”
“Já no final da década de 1960, Santos Reinbolt inicia a produção de seus singulares e pioneiros “quadros de lã”, realizados com 154 agulhas, em diversas cores, como uma paleta de tinta, que a artista imprime sobre a estopa ou a talagarça. A agulha, em sua prática, torna-se dessa forma um prolongamento da mão, como o pincel na pintura.”
“A despeito de sua rica e singular produção, Santos Reinbolt produziu às margens dos circuitos tradicionais de arte em seu tempo, e apenas nos últimos anos sua obra começou a despertar mais atenção. Ainda hoje há um grande silêncio dos museus e espaços de arte em relação ao pioneirismo de sua produção, algo que a mostra no MASP espera diminuir, estabelecendo o debate em torno de sua história e contribuição para a arte brasileira.”
“Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas reúne 44 trabalhos, entre pinturas e tapeçarias, e é acompanhada de uma publicação editorial dirigida integralmente à artista, com imagens e ensaios inéditos.”
“A individual integra a programação bienal do MASP dedicada às Histórias brasileiras (2021-22), por ocasião do bicentenário da independência do Brasil, em 2022. Este ano, a programação também inclui exposições individuais de Judith Lauand e Cinthia Marcelle.”
“Madalena Santos Reinbolt: uma cabeça cheia de planetas é curada por Amanda Carneiro, curadora assistente do MASP e André Mesquita, curador do MASP.”
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Veja também:
https://projetoafro.com/artista/madalena-santos-reinbolt/
https://www.masp.org.br/exposicoes/madalena-santos-reinbolt
https://novosparanos.com.br/post/178460763131/uma-hist%C3%B3ria-que-eu-adoraria-ter-conhecido-de
https://celacc.eca.usp.br/pt-br/celacc-tcc/1934/detalhe
As imagens foram extraídas dos seguintes sites:
https://projetoafro.com/artista/madalena-santos-reinbolt/
http://www.galeriaestacao.com.br/pt-br/artista/obra/2228/57

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